segunda-feira, 13 de maio de 2013

Insubstancial



Insubstancia.....como noite olhando o céu noturno cravejado de estrelas e tentando entender...mas só sentindo....apenas sentindo.....sentindo o que afinal de contas?
Sentindo Sonhos despertos ou despertar em Sonhos.....um Vazio enlaçado com um ribombar de sensações, sentimentos de sabe-se lá de qual profundezas da alma.
Só sei de uma coisa, lá dentro se chora....lágrimas por alguma coisa....aquilo chora....o que é aquilo?
Solidão em um mar de profunda efusão de vozes ausentes.....historias dentro de minha Mente, quem as conta não sei, esbravejar de sentimentos em meu Coração, perdido...perdido demais...
Eu vivo mergulhado em Sonhos....quem eu busco ser não sei...quem é ele? Quem está chorando lá dentro?
Insubstancia......
Capela Perigosa....eu beirei a loucura e me vi lá
Em tanto tempo fui acumulando Confusão....há Certezas? Não, não há....mas isto também não é uma certeza?
Tenho Sonhos Delirantes....talvez as únicas coisas que me movem e me fazem existir nesta Realidade....
Não sou um Ser nascido para Conformidades...talvez eu seja INconFormidade demais...não sei.....
Um desajustado eterno, não ajustado para este mundo.....ou apenas capricho....
Insubstancial demais
Ao pensar na minha Existência.....o que sou?....ao que estou ligado?....de onde vem tudo isso?....
O que Busco afinal de contas?....experiências...visões....o que significa afinal?....Passado, Presente e Futuro....o que fui lá não sou agora, como o que sou não existe lá...
Mas ao mesmo  tempo sou lá, aqui e além....não sei como....mas está lá....não consigo definir....
Respiro um Passado, pulso um Presente insubstancial e vibro um Futuro flutuante numa Fortaleza de Sonhos.
Algo lá chora...lá dentro....eu vislumbrei um céu noturno cravejado de estrelas brilhantes
Eu de pé vislumbrando uma Liberdade Sonhadora, quem era ele? Aquele de pé?
Quem é aquele que Busca?
Busca o que?
Meu medo é não descobrir....e  partir
Partir sem descobrir meu próprio segredo.....
Que loucura insana me move ainda?! O que penso achar?!
Já que este Mundo já está Formatado, Embalado e Vendido.....nossos Sonhos também
Há tempos não vejo ou escuto um Sonho original....tudo é modelo numa vitrine de uma venda de esquina
Talvez eu seja muito infantil para este Mundo de adultos responsáveis e seus ternos importados.....sou muito Peter Pan para contratos assinados....idiotices vomitadas pela noite apenas
O que me move afinal? Sonhos? Talvez sim...estou acordado agora?
Aspiro coisas que não possuem mais valor hoje em dia....minha Mente me leva para Passados indetermináveis de quando algo fazia realmente sentido
Hoje...o que faz sentido neste Mundo Vulgar e perdido?
Insubstancia.....me sinto insubstancial
Não é o fato de se enquadrar....não o quero......é o fato de o encontrar
Encontrar o que?
Não sei.......
Sou um Personagem numa historia em quadrinhos lida por olhos juvenis cheio de esperanças num Sonho Flutuante.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um gosto de Caos.....



Acordado agora....calor infernal....café quente...suor sob os ventos do ventilador.....poeira e sujeira no quarto......um totem e um cubo ao meu lado.....pelos de gatos sobre os moveis do quarto....um gosto amargo de café na boca.......e um gosto de Caos na minha mente.

Não só na mente, mas no corpo, na carne, no ar, em toda minha vida....confusão.
Delírio extravagante e obsceno somado com o ridículo, vidas patéticas escondendo estrelas escuras de segredos manifestos em sonhos.
Pensamentos dispersos de versões de realidades diferentes, fumaça de ambar e ópio volatizando o ar, uma máscara no rosto, um espírito diferente.
Tensão elevada, desejo extasiado oferecido a deusas antigas e modernas metamorfoseadas, esperma escorrendo por sobre placas de vidro impresso com quadrados e números.
Extase da carne, fantasias delirantes e sem censura dentro da mente onde os espaços se curvam perante o ego.
Deusas criadas para lhe satisfazer, deusas sugadoras de sua imaginação e desejo descabido, seres da imaginação se mostrando a ti desde a infância.
Teu desejo escravo da fumaça e do éter, da matéria que compõe os sonhos, obscuridade vinda de dentro, mas medo que vem de fora.
A caveira e a serpente emplumadas no alto do cajado, cheiro de bode negro, gosto de saliva ressecada, gosto de desejo latejante, duro e pulsante.
Manchas e gosma sobre a cama, resquícios do seu ritual, outra dimensão de sonho alcansada através de rabiscos aspergidos com sua consumação.
Outra dimensão de carne e nervos, carne de éter, nervos de matéria escura.
Outras personalidades fragmentadas em memórias escondidas ou poderes ocultos do conjunto carne & nervos. Desejo intenso vaporizado no ar como pombos batendo diante de muros de realidade em pleno vôo.
O cheiro de carne com carne, suor e sofreguidão, dor e prazer abraçados com pelos de bodes negros, um crânio sobre a mesa e duas velas negras com chamas tremulantes.
Música de feras e demônios gritando e soluçando, festejando o duro latejar da serpente ascendente.
Árabes encapuzados cobertos de poeira antiga e cheiro almiscarado, uma adaga com sangue é oferecida, retirada de algures do templo.
Divindades criadas por desejos de carne trêmula, o negro bode de longos chifres diante do círculo de velas e tu suando e nú ajoelhado experimentando o espaço vazio.
Um quintal nos fundos da casa com várias estátuas de diversos deuses daqui e de outros lugares, lugares proibidos dentro do sonho, muros a serem pulados que levam ao horizonte verde.
A máscara em meu rosto é uma ferramenta, para Ele a ferramenta, para Ele.
Centrado no cheiro de sensações, toque de memórias, paladar de imateriabilidade.
Minha carne e minha alma latejam por desejo e sonho, a carne no sonho e o sonho na carne, a máscara tem vida própria, mas seu nome ainda não foi dito.
Sinto a fome animal de pelo e garras, pelos de lobo possuindo suculentos traseiros de oferecidas meretrizes sagradas em morros de casebres de outra dimensão.
Pelos de lobo, garras de sangue e esperma.
O bode clama na floresta escura, diante da árvore de mil galhos, terror vindo de longe, sangue memória nas tuas veias, a lembrança esquecida que fervilha diante da fogueira.
Suor fluindo de seu poros em círculos na dança frenética clamando por traçados antigos em uma pedra mais antiga ainda.
Vozes de mil em tua cabeça, dos mil que são tu, mas tu não és os mil.
Terror e desejo, prazer e dor, nada apenas.
O Nada apenas
Meu pau lateja e verte esperma diante das deusas em pedidos de puro satisfazer de extase e fantasias loucas.
O bode negro acena satisfeito, de seu trono escuro tracejado de madrepérola ele diz uma sentença em voz gutural
REMAN.



domingo, 27 de janeiro de 2013

...alguns textos de origem Iluminada.....




....alguns textos Iluminados, pois estou sem inspiração (há tempos/dimensão para escrever).....
aprecie sem moderação nenhuma....é para isso que servem...




“Depoimento: Testemunho Acerca de uma Doença” (in ―Almoço Nu, p. 245)

 Acordei da Doença aos quarenta e cinco anos de idade, tranqüilo e lúcido, e com uma saúde razoável exceto pelo fígado enfraquecido e pela aparência flácida e alheia de minha carne, comum a todos que sobrevivem à Doença... A maioria dos sobreviventes não se recorda de seu delírio em detalhes. Aparentemente, fiz anotações detalhadas sobre a doença e delírio. Não tenho uma lembrança precisa de ter escrito as anotações que acabaram publicadas sob o título de Almoço Nu. O título foi sugestão de Jack Kerouac. Só fui entender o significado do título depois de minha recente recuperação. O título significa exatamente o que dizem suas palavras: Almoço NU – um momento

paralisado no qual todos são capazes de enxergar o que está cravado na ponta de cada garfo. A Doença é a dependência de drogas, e por quinze anos fui um dependente. Quando falo em dependência, estou dizendo que era viciado em junk (um termo genérico para o ópio e/ou seus derivados, incluindo todos os sintéticos, de Demerol a Palfium (= Dextromoramida). Usei diversos tipos de junk: morfina, heroína, Dilaudid, Eucodal, Pantopon, Diococid, Diosane, ópio, Demerol, Dolofina (= Metadona) e Palfium. Fumei junk, comi junk, cheirei junk, apliquei junk na veia na pele no músculo, enfiei supositório de junk no reto. A agulha não importa. Tanto faz se você cheira fuma come ou enfia no cu, pois o resultado é sempre o mesmo: dependência. Quando falo de dependência de drogas, não estou me referindo a keif, maconha ou qualquer mistura de haxixe, mescalina, Banisteriopsis caapi, LSD6, Cogumelos Sagrados ou qualquer outra droga do grupo dos alucinógenos... Não existe evidência alguma de que o uso de qualquer alucinógeno cause dependência física. Em termos fisiológicos, a ação dessas drogas é oposta à junk. Por conta do zelo exagerado dos departamentos de narcóticos dos Estados Unidos e de outros países, surgiu uma confusão lamentável entre essas duas categorias de drogas. Em meus quinze anos de dependência, pude observar a maneira exata como o vírus da junk opera. A pirâmide da junk, onde cada nível devora o nível inferior (não é de se espantar que os chefões do tráfico sempre sejam gordos e os viciados nas ruas sempre sejam magros) e isso até o topo, ou melhor, até os topos, pois há diversas pirâmides de junk alimentando-se da população da Terra, todas elas assentadas nos princípios básicos do monopólio: 1. Nunca dar coisa alguma sem receber algo em troca. 2. Nunca dar mais do que você tem para dar (seu comprador deve estar sempre na fissura, e você deve sempre fazê-lo esperar). 3. Sempre que possível, tomar de volta tudo que foi dado. O Traficante sempre toma tudo de volta. O dependente precisa de doses cada vez maiores de junk para manter sua forma humana... para não se transformar no Macaco. O mundo da junk é moldado em posse e monopólio. O dependente permanece imóvel enquanto é levado por suas pernas de viciado até mais uma recaída na junk. O envolvimento com junk é perfeita e quantativamente mensurável. quanto mais junk você usa, menos você tem, e quanto mais você tem, mais você usa. Todas as drogas alucinógenas são vistas como sagradas por aqueles que as utilizam – existem Cultos do Peiote e da Banisteriopsis, Cultos do Haxixe e dos Cogumelos – ―os Cogumelos Sagrados do México permitem que um homem enxergue Deus‖ – mas nunca alguém cogitou a idéia de sugerir que a junk seja sagrada. Não existem cultos do ópio. Ópio é como dinheiro, profano e quantitativo. Ouvi falar que na Índia existiu uma espécie benéfica de junk, que não causava tipo algum de dependência. Chamava-se soma e é representada como uma bela onda azul. Se soma realmente chegou a existir, aposto que algum Traficante estava por lá para embalá-la, monopolizá-la, vendê-la e transformá-la na boa e velha JUNK. Junk é o produto ideal... a mercadoria suprema. O vendedor não precisa de lábia. O cliente se arrastará pelo meio do esgoto implorando uma chance de comprar... O vendedor de junk não vende seu produto ao consumidor; vende o consumidor ao seu produto. Não melhora nem otimiza sua mercadoria. Piora a qualidade da mercadoria e otimiza o cliente. Paga seus funcionários em junk.

Junk demonstra a fórmula básica do vírus "maligno": A Álgebra da Necessidade. A face do "mal" é sempre a face da mais absoluta necessidade. Um viciado em drogas é alguém que precisa desesperadamente de drogas. Ao ultrapassar certa freqüência, a necessidade perde qualquer limite ou controle. Nas palavras da necessidade absoluta: "Você não faria o mesmo?" Sim, faria. Você mentiria, enganaria, delataria seus amigos, roubaria, faria qualquer coisa para satisfazer sua necessidade absoluta. Porque você estaria em um estado absolutamente doente, absolutamente possuído, sem condição alguma de agir de outra forma. Viciados em drogas são pessoas doentes, que não conseguem agir de forma diferente da que agem. Um cão raivoso não tem escolha senão morder. Ser hipócrita e moralista a esse respeito não ajuda em nada, a menos que você tenha intenção de manter o vírus da junk funcionando. E a indústria da é colossal. Lembro de uma conversa que tive com um americano que trabalhava para a Comissão da Aftosa no México. Seiscentos dólares por mês, com despesas pagas: - Quanto tempo vai durar a epidemia? – eu quis saber. - Pelo tempo que conseguirmos mantê-la ativa... E sim... talvez a aftosa chegue à América do Sul – declarou, com os olhos vidrados. Se você quiser alterar ou aniquilar uma pirâmide de números que possua uma relação em série, você altera ou remove o último número. Se quisermos aniquilar a pirâmide da junk, devemos começar com a base da pirâmide: o Viciado nas Ruas, e acabar com as perseguições quixotescas aos chamados "chefões do tráfico", pois todos estes são imediatamente substituíveis. O viciado nas ruas que precisa de junk para viver, é o único fator insubstituível na equação da junk. Quando não houver mais dependentes para comprar junk, não haverá mais tráfico de junk. Enquanto alguém precisar de junk, haverá quem ofereça o produto. Dependentes podem ser curados ou postos em quarentena – isto é, receber permissão para consumir uma ração controlada de morfina, supervionados como vítimas de febre tifóide. Quando isso for feito, desabarão as pirâmides de junk do mundo todo. Até onde sei, a Inglaterra é o único país que adota este método para lidar com o problema da junk. Existem cerca de quinhentos dependentes em quarentena no Reino Unido. Na próxima geração, quando os dependentes em quarentena morrerem e forem descobertos analgésicos baseados em princípios ativos não-opióides, o vírus da junk será como a varíola, uma página virada – uma curiosidade médica. A vacina capaz de relegar o vírus da junk a um passado esquecido já existe. Chama-se Tratamento com Apomorfina e foi descoberto por um médico inglês cujo nome não revelarei até receber permissão para usá-lo e citar passagens de seu livro que documenta três décadas do uso de apomorfina no tratamento de drogadictos e alcoolistas. Apomorfina é um composto formado ao se ferver morfina com ácido hidroclorídrico. Foi descoberta anos antes de ser usada no tratamento de dependentes. Por muitos anos o único uso da apomorfina, que não possui nenhuma propriedade narcótica ou analgésica, foi como emético para induzir vômitos em casos de envenenamento. Age diretamente nos centros do cérebro posterior que controlam o vômito. ..."


William S. Burroughs





uma do Bill Lee:

Oração do Dia de Ação de Graças, de William S. Burroughs

(Para John Dillinger, na esperança de que ele ainda esteja vivo. Dia de Ação de Graças, 28 de novembro de 1986)

 Obrigado pelo peru e pelos Pombos Correios, destinados a serem cagados por saudáveis Tripas americanas.
Obrigado por um continente para se pilhar e se envenenar.
Obrigado aos índios, por nos abastecerem com uma quantia módica de perigo e desafio.
Obrigado pelas vastas manadas de bisões para se matar e se escalpelar, deixando as carcaças apodrecerem.
Obrigado pela recompensas por lobos e coiotes.
Obrigado pelo Sonho Americano, por tudo vulgarizar e falsificar até que as mentiras nuas resplandeçam. Obrigado à Ku Klux Klan, por tiras assassinos de negros acariciando as marcas na coronha...por mulheres decentes e carolas, com suas faces amarradas, amargas e más.
Obrigado por adesivos tipo "Mate um viado em nome de Cristo".
Obrigado pela AIDS criada em laboratório.
Obrigado pela Lei Seca, e pela Guerra Contra as Drogas.
Obrigado por um país que não deixa ninguém tomar conta de seus próprios assuntos.
Obrigado por uma nação de dedos-duros, é....
Obrigado por todas as lindas lembranças, "tudo bem, maluco, pode ir mostrando os bracinhos!"... "você sempre foi uma dor-de-cabeça e um pé no saco". Obrigado!Pela maior e última traição Do maior e último dos sonhos humanos.






“A Nova Inquisição”

-―A Nova Inquisição - Racionalismo Irracional e a Fortaleza da Ciência" (Madras) de Robert Anton Wilson, ele sobre GENERALIZAÇÕES (pp.39 a 41) e como uma correção linguística poderia evitar muitos males no mundo (no texto abaixo tudo entre parênteses é acréscimo meu):

SOMBUNALL... (PARMANATO...)

Será essa uma nova droga milagrosa? O mais recente computador do Japão? A palavra no idioma Swahili para latrina? Outro empréstimo de Finnegans Wake? Sombunall é, penso eu, uma palavra da qual realmente precisamos. Ela significa parte-mas-não-o-todo (em inglês: some-but-not-all). Já observamos que a percepção envolve abstração (ou subtração). Quando olhamos para uma maçã, não vemos a maçã em sua totalidade, mas somente parte da superfície da maçã. E nossas generalizações, ou modelos, ou túneis de realidade são inventados a partir de coordenações ou orquestrações dessas abstrações. Nunca conhecemos ‗tudo‘; conhecemos, na melhor das hipóteses, sombunall (parmanato). Agora, para retornar para minha freqüente ocupação de escrever ficção científica,

imagine um mundo no qual o idioma alemão não contém a palavra ‗alles‘ (tudo/todos) ou qualquer um dos seus derivados, mas inclui alguma forma de sombunall (parmanato). Adolf Hitler jamais teria sido capaz de proferir, ou mesmo pensar a maioria de suas generalizações a respeito dos judeus. Ele poderia ter falado e pensado acerca da parte e não do todo deles. Não defendo que somente isso teria evitado o Holocausto: não estou preste a oferecer uma forma de determinismo lingüístico para competir com o determinismo econômico de Marx ou com o determinismo racial de Hitler, mas... As mentalidades do Holocausto são encorajadas por enunciados generalizantes. Elas são desencorajadas por enunciados específicos. Imagine Arthur Schopenhauer com um sombunall (parmanato) de palavras em vez de palavras generalizantes em seu vocabulário. Ainda assim, ele poderia ter feito generalizações acerca de sombunall (parmanato) mulheres, mas não todas elas; e uma grande fonte de aversão literária para as mulheres teria desaparecido de nossa cultura. Imagine as feministas escrevendo a respeito de sombunall (parmanato) homens, mas não de todos eles. Imagine um debate referente a óvnis no qual os dois lados pudessem generalizar um sombunall (parmanato) de visões, mas não haveria nenhuma forma lingüística para generalizá-las. Imagine o que aconteceria se, juntamente com essa higiene semântica, o ‗ser‘ aristotélico fosse substituído pelo neurologicamente mais preciso ‗parece-me‘. A afirmação ‗Toda a música moderna é lixo‘ passaria a ser ‗Sombunall (parmanato) das músicas modernas parecem-me lixo‘. Outros enunciados dogmáticos passariam a ser: ‗Sombunall (Parmanato) de cientistas parecem-me ignorantes em relação à arte e à cultura‘, ‗Sombunall (Parmanato) de artistas parecem-me ignorantes em relação à ciência‘, ‗Sombunall (Parmanato) de ingleses parecem-me um tanto pomposos‘, ‗Parece-me que sombunall (parmanato) de irlandeses bebem muito...‘. (‗Sombunall (Parmanato) da esquerda política parece-me tender à falta de liberdade...) Os ídolos voltariam a ser modelos ou túneis de realidade; lembraríamos que fomos nós que os criamos ou que eles foram criados por nossos ancestrais. Talvez assim nos tornaríamos surpreendentes lúcidos. Isso é somente uma sugestão. A idolatria medieval consistia em metáforas que eram chamadas de verdades reveladas. A idolatria moderna consiste em metáforas que são chamadas de verdades objetivas. Em ambos os casos, as estruturas lingüísticas humanas, complexa tagarelice primata, tornaram-se deuses, e aquele que as questionam é considerado um blasfemo, e os sacerdotes buscam destruir a desobediência. Dessa forma, livros são queimados, na Florença de 1300 ou em Nova Iorque, em 1956..."


"O Kali Yuga ainda tem mais ou menos 200 mil anos para brincar – uma boa notícia para advogados & avatares do Caos, mas uma má notícia para brâmanes, jeovistas, deuses da burocracia & seus lacaios..."


Então "...A minha alucinação é suportar o dia-a-dia, e meu delírio é a experiência com coisas reais..."



Wilhelm Reich

Escuta, Zé Ninguém!

Chamam-te Zé Ninguém! "Homem Comum" e, ao que dizem, começou a tua era, a "Era do Homem Comum". Mas não és tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os vice-presidentes das grandes nações, os importantes dirigentes do proletariado, os filhos da burguesia arrependidos, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado. Tu és herdeiro de um passado terrível. A tua herança queima-te as mãos, e sou eu que to digo. A verdade é que todo o médico, sapateiro, mecânico ou educador que queira trabalhar e ganhar o seu pão deve conhecer as suas limitações. Há algumas décadas, tu, Zé Ninguém, começaste a penetrar no governo da Terra. O futuro.da raça humana depende, à partir de agora, da maneira como pensas e ages. Porém, nem os teus mestres nem os teus senhores te dizem como realmente pensas e és, ninguém ousa dirigir-te a única critica que te podia tornar apto a ser inabalável senhor dos teus destinos. És "livre" apenas num sentido: livre da educação que te permitiria conduzires a tua vida como te aprouvesse, acima da autocrítica. Nunca te ouvi queixar: "Vocês promovem-me a futuro senhor de mim próprio e do meu mundo, mas não me dizem como fazê-lo e não me apontam erros no que penso e faço". Deixas que os homens no poder o assumam em teu nome. Mas tu mesmo nada dizes. Conferes aos homens que detêm o poder, quando não o conferes a importantes mal intencionados, mais poder ainda para te representarem. E só demasiado tarde reconheces que te enganaram uma vez mais. ...
Sei que não me entendes ainda quando te falo na ―liberdade de ser escravo de quem quer que seja‖, idéia que não é fácil. Para não ser escravo fiel de um único senhor, e ser escravo de todos, ter-se-á em primeiro lugar que matar o opressor, digamos, por exemplo, o Czar. Este crime político nunca poderia ser perpetrado sem um grande ideal de liberdade e motivos revolucionários. É, portanto, necessário fundar um partido revolucionário de liberdade sob a égide de um homem verdadeiramente grande, seja ele Jesus Cristo, Marx, Lincoln ou Lenin. Claro está que este grande homem tomará a tua liberdade muito a sério. Para a impor, terá que rodear-se de uma multidão de homens menores, ajudantes e moços de recados, dada a imensidade de tarefa para um só homem. Tu não, irias entendê-lo, e deixá-lo-ias de lado, se ele se rodeasse de gente um pouco superior. Assim escudado, ele conquista para ti o poder, ou uma parcela da verdade, ou uma nova e melhor crença. Escreve evangelhos, promulga leis liberais, e conta com o teu apoio, seriedade e prontidão. Arranca-te do lameiro social onde te encontras imerso. Para manter solidários os muitos acólitos de menor talhe, para conservar a tua confiança, o homem verdadeiramente grande sacrifica pouco a pouco a sua grandeza que ele só pôde cultivar na sua profunda solidão espiritual, longe de ti e do teu bulício quotidiano mas em estreito contacto com a tua vida. Para te poder guiar, terá de conseguir que o transformes num Deus inacessível, pois que jamais obteria a tua confiança se permanecesse o simples homem que é, um homem a quem fosse, por exemplo, possível amar uma mulher sem estar casado com ela. E assim engendras um novo amo. Promovido ao seu novo papel senhorial, eis que o grande homem mingua, pois que a grandeza lhe estava na inteireza, simplicidade, coragem e proximidade da

vida. Os seus medíocres acólitos, grandes mercê da aura dele, assumem os altos cargos das finanças, da diplomacia, do governo, das ciências e das artes – e tu ficas onde estavas: no lameiro, pronto a esfarrapares-te novamente em nome do "futuro socialista" ou do "Terceiro Reich". Continuarás a viver em barracas com telhados de palha e paredes rebocadas de estrume, mas muito ufano dos teus palácios da cultura. Basta-te a ilusão de que governas – até que sobrevenha a próxima guerra e a queda dos novos tiranos. ... Não és tu que persegues a "mãe solteira" como uma criatura imoral, Zé Ninguém? Não és tu que estabeleces uma distinção severa entre as crianças "legítimas" e as crianças "ilegítimas?" Pobre criatura, que não entendes as tuas próprias palavras - ou não és tu que veneras o Cristo enquanto criança? Cristo menino, que nasceu de uma mãe que não possuía certificado de casamento? Sem fazeres idéia de que assim seja, como.veneras no Cristo criança o teu desejo de liberdade sexual! Fizeste do Cristo criança, nascido ilegitimamente, o filho de Deus, que não reconhece a ilegitimidade de crianças. Para logo em seguida, como Paulo, o Apóstolo, perseguir os filhos nascidos do amor e proteger sob a alçada das leis religiosas os nascidos do ódio. És realmente um desgraçado, Zé Ninguém! Os teus automóveis e comboios atravessam as pontes que o grande Galileu inventou. Sabias, Zé Ninguém, que o grande Galileu teve três filhos sem qualquer certificado de casamento? Isso não dizes tu às crianças da escola. E não foi também por isso mesmo que o submeteste à tortura? Sabias, Zé Ninguém, que, na "Pátria dos Povos Eslavos", o, teu grande Lenin, pai dos proletários de todo o mundo, ao tomar o Poder aboliu o casamento compulsivo? E sabias que ele próprio viveu com a mulher sem certificado de casamento? E foi então que pela mão do chefe de todos os Eslavos restabeleceste as leis referentes à obrigatoriedade do casamento, porque não sabias que havias de fazer da liberdade que te fora concedida por Lenin. Mas o que é que tu sabes de tudo isto, tu que não fazes a mínima idéia do que seja a verdade, ou a história, ou a luta pela liberdade? Quem és tu para teres opinião própria? Nem sequer te apercebes de que a opressão das leis que regulam a tua vida matrimonial decorre naturalmente do teu espírito pornográfico e da tua irresponsabilidade sexual.



P.S.: Todos os textos retirados do e-book O TAO DO CAOS OU O LIVRO DA MO5CA QUE CAIU NA 5UA 5OPA de Abdul-Jalil Ubiskqui.
Busque pela Internet.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

NOHADZ POZATHOR





                                            KEVGQ


  
NOHADZ POZATHOR NOHADZ POZATHOR NOHADZ POZATHOR NOHADZ POZATHOR NOHADZ POZATHOR FNORD NOHADZ POZATHOR OLOATIRVE POZATHOR OLOATIRVE POZATHOR
OLOATIRVE POZATHOR OLOATIRVE POZATHOR  OLOATIRVE POZATHOR
OLOATIRVE KEVGQ OLOATIRVE KEVGQ OLOATIRVE KEVGQ OLOATIRVE KEVGQ
                                                      KEVGQ 
THECHSOV NOWIG'NG THECHSOV NOWIG'NG THECHSOV NOWIG'NG


      XIQUAL DIBONGOF GWACHOR 



  KEVGQ

KEVGQ 




KEVGQ 










domingo, 4 de novembro de 2012

NOWIG'NG





O que é essa merda?
O que é?
Essa merda de dormir sonhar desejar trabalhar bata seu cartão se não rua vc está sendo mal funcionario?
Voltar com montes de bois sendo sacrificados sem saberem e outros chorando sabendo que vão morrer
O que é essa merda?
 O que é essa ilusão conjunta que eu e vc respiramos?
Vc está respirando?
O que é essa merda sendo tocada dia após dia por nós viajar até o trabalho correr estudar notas notas notas ruins salário salário comida casa rua mediocridade comida vc não é o que respira?
O que é essa merda de sangue e buceta caralho ardente desejo armado de esperma?
O que é essa merda de existir numa vitrine feita de papelão com bonecos sorridentes e espantalhos esfomeados andando por aí como se fosse uma filmagem da TV?
O que é essa merda?
Me tira daqui
Me tira daqui
Onde está minha anestesia?
Anestesia
Anespostasia
Anespoacrasia
Aneristisia
A
P
O
F
H
E
N
I
A
Apopheniaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
 .......
.............
.........................

............................

A unica coisa que sinto é uma vontadade de dar uma cagada no meio da vida de não viver fingindo viver uma vida já vivida para agradar não vivos com suas vivissitudes vivificantes!


APOPHENIAAAAA!!!!!

Em sexo ardente molhado por esperma fervente eu me jogo no maldito estar de ser em não ser nada e movido pela descrença de um Universo vivente eu sou o maldito que destroi a vida eu sou o desgraçado errante que não é NADA num mar de nadas maldizentes por sujas hipocritas crenças da noite para o dia!

Malditos sejam, os que acreditam em algo!!!
Malditos sejam os que os que acham que sua parva sabedoria é mais parva que a sabedoria do outro
Pois de parvos sábios nós de todos os mais vivos estamos soterrados
Malditos sejam, os que se acham tão mais importantes que outros e se acham melhores em condições de vomitar algebras confusas para sua propria vida!
Maldito seja quem escreveu estas linhas!

Uma cambalhota para trás e tudo estará resolvido

O Tempo não pulsa nós não pulsamos com o Tempo nós somos o Tempo
O que é essa merda toda?
O que é porra?
Lixo para ser aplaudido por nós e adorado como Deus lixo lixo lixo lixo vós digo
Estou tão cansado dessa merda que quero morrer
Morrer
Morrer
Morrer
Mas Apophenia não deixa
Ela não deixa
Não deixa
Deixa
Deixa
Deixa eu enfiar meu caralho ardente em flamulas criadoras de deuses em sua boceta fervilhante de vida e umida de Verdadeira Vontade sagrada V.V.V.V.V
Deixa eu dançar com seus vários braços de morte e sexo morte e sexo morte e sexo
Por que eu tenho que dançar essa musica de morte ainda? 
O que é essa merda?
Merda merda merda merda merda merda merda 
Merda escorrendo da cara de rostos estupidificados pela merda da encenação criada por telas que cospem merda a todo tempo e são aplaudidas por apáticos assassinos de sua propria alma incubados por insetos transmorfos de virus mortais!

A brincadeira acabou.

Cansado de apostatas de egos babacas a vomitar em prazer punhetal em telas frias de nada significarem
Cansado de babacas com egoicos masturbantes de palavras a se fazerem doutores melhores que os doutores de Ghuede
Masturbe-se pela vizinha gostosona muito melhor ela é sua deusa

Cansado dessa merda 
Cansado dessa encenação social
Cansado e fingir para ter um trabalho sendo de sorrisos a mostra e vai se foder senhor senhora
Uma musica toca agora vozes vindas de longe eu já quebrei com tudo meu amor já quebrei
Quebrei com minha historia
Quebrei com aquela cadeia biologica sem sentido que os outros chamam de familia
Quebrei-me em mil pedaços no chão e remontei em enigmas novos
O que me resta então agora amor? O que me resta então?
Agora só me falta a grana para me mover por aí sem destino a cada dia em um lugar novo
Agora me falta o estar sempre em movimento mesmo parado viajando para algures
Mas já faço isso
Então o que me falta?
Falta repor aquilo que perdi quando me quebrei?
Aquela centelha?
Aquela centelha?
Inflamada centelha?
Não sabe mas isso é um pedido de ajuda disque M para Morrer
Disque V para ver
Disque L para queimar acenda o Phosphoro

O que é essa merda toda?
Merda vivida entre a minha vida neste mundo lembranças boas e ruins
Sabe quais eram as lembranças boas?
As que provinham de dentro do meu ser e dos meus olhos de criança em frente a um mundo cheio de sonhos e fantasias
Minhas proprias.....só minhas....de mais ninguem......
Por que tantas lembranças em imagens que não fazem sentido só historias não contadas para ninguem dormir
Não gosto deste mundo gosto deste mundo vc comsegue definir de qual mundo eu gosto?
O que é essa merda?
Sou um doente anormal maluco desajustado esquisito esquizofrenico perdido estupido burro sem-noção que não quer esse mundo
Quero Albion
Quero Albion.....
Quero o bazar de coisas perdidas feitas de sonho na esquina da estalagem do mestre temporal
Quero os segredos dos tuneis do mestre dos ratos e seus tesouros que ninguem vê
Quero a realeza das chaves das passagens que não são para todos
Debaixo das pontes
Nos esgotos
Nos tuneis de metrô
Quero Sonho e seu mestre quero Delirio e sua deusa
Quero um dia sair por aí e me perder sem obrigação nenhuma e nada para saber do dia seguinte
Não há dia seguinte
Somos nós que nos preocupamos com algo que não existe e nós alimentamos

Que merda é essa afinal?
Meus desejos não são para esse mundo
Meus sonhos não são para esse mundo
Minhas vontades não são para esse mundo
Então
Em qual mundo devo existir?
Que merda é essa?
Vc caminha
Vc respira
Vc trabalha
Vc nem olha mas para o céu

Nós estamos tristes
Nós estamos trabalhando
Nós estamos comprando
Nós estamos torcendo na nova Copa
Nós estamos votando

Nós não somos nada
Nós não olhamos mas para o Céu 
Nós não conversamos mas com o Céu
Só sabemos se vai chover ou fazer sol
Nós não sabemos mais nada!
Só chafurdamos com nossos brinquedos feitos para crianças mimadas não chorarem porque o Pai Governo às tirou as chupetas.

Mas que merda é essa?

Acabou a brincadeira
Ou vcs agem ou morrem de vez

Malditos sejam as crenças e aqueles que as seguem
Escravos do devir
Escravos de palavras mortas

Eu não creio em nada
Por isso já estou morto
E agora quero brincar

Que merda é essa afinal?!


ISSO É UM MINDFUCK

Para mim e para vc
Mas vc não é eu
Então quem é vc?

Vc sabe?

O buraco do coelho está aberto
Eu quero que aconteça
Entre muitos eu quero que aconteça
Aconteça

APOPHENIA


Um novo deus
Uma nova deusa
Novos deuses
Novos Eus
Novos Vcs
Novos novos

Eu quero vc comigo

Mas eu tenho medo de não controlar minha loucura
Tenho medo de apertar aquela lamina contra minha carne
Não consigo mais viver nesse mundo vazio 

Eu quero o Sonho
Meu Sonho Inerente

Eu vou morrer


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

WAGOJEN THUREKI

"E eu me deitei sobre minha terra onde vi as penas do falcão balançarem com pai vento
Me enterrem onde a grande árvore mundo abraça com suas raízes e me abençoa com seus frutos minha tribo
Deite-me onde o rio navega em águas plácidas contando minha historia
Simplesmente deite-me sobre minha terra."
 
 WAGOJEN THUREKI
 
Neste dia de Poder e Portas abertas eu vós digo
Eu vós digo
É dia de Proteção aos Sagrados Indígenas e sua Cultura!!!
É dia deles porque todo dia é seu dia!!!
Dia do direito de viver e existir em sua Sagrada Terra!!!
Direito não revogado por crápulas desgraçados chamados Governo
E seus asseclas!!!
Maldito sejam os homens e mulheres do Governo!!!
Malditos sejam três vezes!!!
Para todos aqueles que sabem o que é perder sua Terra e sua Casa!!!
 
Usem o Sigilo!
Como quiserem!
Carreguem-no!
Hora de Magicka para ajudar os Sagrados Mestres da Magicka das Matas!
É hoje!!!